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Ago
11
Um Verdadeiro Cristão: Antônio Francisco da Guirra
  • Autor: José Arreguy Pimentel ( Pastoral do Batismo )
  • Categoria: Notícias
image No dia 19 de junho de 2016, a pastoral do batismo realizou o batizado de 14 crianças. Foi a 1ª vez que não tivemos Antônio Francisco da Guirra, o Guirra, nosso coordenador, que faleceu no dia 24 de maio de 2016. Ele, que sempre se realizava com o sacramento do batismo. 
O evangelho da celebração do batismo foi o do “batismo de Jesus por João Batista”. No fim do evangelho, Deus Pai diz: “Este é o meu filho muito amado, em que Eu ponho a minha afeição”. Tenho certeza de que, naquele dia 24 de maio, o Senhor nosso Deus disse estas palavras para o Guirra, pois ele tentou durante a sua vida na paróquia N. Srª da Esperança “ser obediente à vontade de Deus”. Ele tentou viver o lema de Chiara Luce : “O que tu queres Senhor, eu quero”, durante estes vinte e poucos anos em que viveu a fé na primeira Comunidade Neocatecumenal da nossa paróquia e durante dezessete anos na pastoral do batismo.
Como disse o filho mais velho do Guirra, Rodrigo, na missa de corpo presente, quantos filhos o Guirra, por meio da sua dedicação e zelo, gerou na fé! Não só as crianças que ele conduziu à piscina batismal, mas pais, padrinhos e familiares, com o seu testemunho de amor a Jesus Cristo? E quanto a nós da pastoral que, diante do seu compromisso com o sacramento do batismo, ajudou-nos a nos manter firmes nesta fé? Quem se esquece, no dia de batismo,do Guirra indo, a cada pouco tempo, à piscina para ver a temperatura da água? Ou o zelo com os sinais, os óleos santos do pré–batismo e do pós-batismal, as velas, a veste branca, o certificado de batismo e tantas outras coisas que a mim escapavam, mas que ele, sempre atento, não deixava faltar?
Padre Geraldo, nosso pároco, disse, durante o seu sermão na missa de corpo presente, lotada por tantos que o queriam bem, que agora o Guirra vivia aquilo que durante este tempo anunciou nas catequeses do batismo: “Hoje o Guirra celebra no céu a certeza da ressurreição que anunciou a todos os que viveram a celebração do batismo na nossa paróquia”.
Trago no meu coração que o Senhor me deu a graça de conviver com um santo, que lutou a cada dia para viver na plenitude da graça e das suas forças as verdades do evangelho, amando a todos os que passaram e trabalharam na pastoral do batismo, padres ou leigos, a todos os pais e padrinhos anônimos que vieram a nossa paróquia celebrar o batismo. Lembro-me da sua angústia, no último batismo de que participou, por ter se irritado com um familiar de uma das crianças que seriam batizadas, o seu profundo desejo de lhe pedir perdão, pelo julgamento, ou pela irritação que sentiu naquele momento.
Posso testemunhar que o seu maior desejo era poder viver as verdades do evangelho sem tentar adoçá-las ou adaptá-las de acordo com a sua vontade. Ele viveu como São Paulo anunciou a Timóteo: “Combati o bom combate, terminei a minha carreira, guardei a fé. Resta-me agora receber a coroa da justiça, que o Senhor, justo juiz, me dará naquele dia, e não somente a mim, mas a todos aqueles que guardam com amor a sua aparição”. Este é um retrato bastante fiel de quem foi o Guirra.