Publicado em 15 de agosto de 2026
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Oitavo dia da Novena de Nossa Senhora da Esperança

O amor verdadeiro se revela na fidelidade. Não apenas nos grandes momentos, mas também na presença cotidiana, na escuta, na disposição de caminhar junto e nas pequenas escolhas que fazemos pelo bem daqueles que amamos.

No oitavo dia da Novena de Nossa Senhora da Esperança, Pe. Áderson Miranda da Silva, que já foi pároco da Paróquia Nossa Senhora da Divina Misericórdia, na Asa Norte, e atualmente realiza mestrado em Roma, conduziu a reflexão a partir dessa ideia de fidelidade: e encontrou em Maria e São Maximiliano Maria Kolbe dois testemunhos de um amor capaz de chegar até a entrega da própria vida.

Uma fidelidade que vai além

Maria e são maximiliano kolbe, exemplos de fidelidade e amor cristãoA liturgia deste dia apresenta a relação entre Deus e seu povo como uma aliança. Deus permanece fiel, mesmo diante da infidelidade humana. Essa imagem também nos ajuda a compreender que fidelidade é muito mais do que simplesmente evitar uma grande ruptura.

No matrimônio, por exemplo, a fidelidade não se resume à ausência de uma traição. Ela passa pela escuta, pela presença, pelo compromisso de estar ao lado do outro e pela disposição de caminhar juntos em direção a um projeto comum. O mesmo vale para nossa relação com Deus.

Podemos dizer que acreditamos nele e, ao mesmo tempo, deixar de rezar, afastar-nos dos sacramentos e negligenciar nossa vida espiritual. A fidelidade cristã exige mais do que professar uma crença: exige que nossa vida seja coerente com aquilo em que acreditamos.

Quando o amor coloca o outro em primeiro lugar

Essa fidelidade também precisa ser discernida. É fácil dizer que determinada escolha foi feita “pela família”, “pelos filhos” ou “por Deus”. Mas será que, de fato, estamos buscando o bem do outro? Ou estamos apenas justificando nossos próprios projetos?

Essa é uma pergunta difícil, porque podemos até acreditar sinceramente que estamos fazendo o melhor, enquanto nossas escolhas acabam ferindo aqueles que amamos.

Por isso, a fidelidade cristã precisa estar enraizada em Cristo. É nele que aprendemos a distinguir o amor verdadeiro do amor próprio disfarçado de boas intenções.

O testemunho de São Maximiliano

É nesse ponto que a vida de São Maximiliano Maria Kolbe ilumina a reflexão: no campo de concentração de Auschwitz, diante da condenação de um grupo de prisioneiros à morte, Maximiliano ofereceu-se para morrer no lugar de um pai de família.

Sua escolha foi uma expressão radical de amor: colocar a própria vida a serviço da vida do outro. Não se tratava apenas de uma grande demonstração de coragem. Era o fruto de uma vida inteira orientada para Deus e marcada por uma profunda devoção à Virgem Maria.

São Maximiliano compreendeu que pertencer a Cristo significa estar disponível para o projeto do Pai e para o bem dos irmãos.

Maria, mulher fiel

Maria é o grande modelo dessa fidelidade. Desde o seu “sim”, ela colocou sua vida à disposição do projeto de Deus. Não escolheu um caminho baseado simplesmente nos próprios interesses, mas confiou e permaneceu fiel.

Por isso, olhar para Maria é também aprender a desejar essa mesma fidelidade: uma vida que não gira exclusivamente em torno do próprio querer, mas que busca a vontade de Deus e o bem daqueles que nos foram confiados. É uma fidelidade que gera comunhão.

Podemos nos reunir em torno de muitos interesses e projetos, mas a comunhão cristã nasce quando nossas vidas encontram um mesmo centro: Cristo e seu amor por nós.
Peçamos a Nossa Senhora da Esperança que nos ensine a permanecer fiéis ao projeto de Deus, mesmo quando isso exige renúncia, discernimento e entrega.

Que São Maximiliano Maria Kolbe nos inspire a compreender que o amor verdadeiro não se mede apenas pelo que sentimos, mas pelo que estamos dispostos a oferecer.

E que, nas nossas famílias, amizades, comunidades e vocações, aprendamos a colocar o amor acima do próprio interesse, buscando uma comunhão verdadeiramente enraizada em Cristo. Que Deus nos dê a humildade para reconhecer nossas limitações e a graça para dizer, todos os dias: “Senhor, ajuda-me a viver a tua vontade.”

Nossa Senhora da Esperança, rogai por nós.

São Maximiliano Maria Kolbe, rogai por nós!

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